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Decepção a longo prazo

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Nutrição e Dietas - Dieta das Proteínas

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Quem não aposta no método de Atkins argumenta que ele só dá resultados porque há uma redução de calorias — cerca de 1 200 por dia. Privado da glicose (açúcar) dos carboidratos, o organismo vai buscar em outros nutrientes a energia de que precisa e ataca músculos e gordura para sobreviver. O principal prejuízo desse mecanismo é que se perde massa muscular — isso causa flacidez e torna a manutenção do peso muito mais difícil, pois a musculatura estimula a queima de calorias.

Os opositores alegam ainda que muito do que se perde com esse cardápio hiperprotéico é água, e água a gente recupera fácil. Entenda: cortar os carboidratos ajuda a desinchar, ainda por conta de insulina (olha ela de novo!), responsável pela retenção de sódio e líquido, ou seja, pelo inchaço. Além disso, por ingerir muita proteína, junto com a água lá se vão na urina sais minerais, como cálcio e potássio. Daí vem o risco de cãibras, pela carência desses minerais, e enfraquecimento dos ossos, por carência de cálcio.

O cardápio de Atkins é pobre em vitaminas, minerais e fibras porque faltam frutas e verduras. A médio e longo prazo, o organismo pode ficar desnutrido e mais vulnerável a doenças. O perigo para as artérias persiste, já que mais da metade das calorias de uma refeição típica da dieta é gordura saturada (de origem animal), que se transforma em colesterol e entope as artérias. E mais: comer proteínas demais pode sobrecarregar os rins.

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